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Published on novembro 1st, 2009 | by Colaborador Acidulante

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Back to The Beatles

Finalmente consegui colocar minhas mãos na coleção remasterizada e estéreo dos Beatles.

Muitas e muitas horas de infância gastos aqui ó...

Muitas e muitas horas de infância gastos aqui ó...

Okay. Antes de mais nada, vamos deixar uma coisa bem clara por aqui.

Eu tenho uma relação emocional com os Beatles. Seriously. Eu escutei os primeiros discos dos Beatles quando eu tinha 4 anos. É. 4 anos. E eu REALMENTE acho que isso fez diferença na minha vida de alguma maneira.  Por acaso, o disco em questão era o Álbum Branco, considerado pela critica especializada o album mais maduro e complexo dos Beatles. Go Figure. Até o jornal oficial do Vaticano curtiu o disco na época, e olha que isso foi depois da presepada toda de Lennon ter falado que eles era mais famosos que Jesus…

Pronto, fim do contexto.

Os Beatles faziam parte dos meus brinquedos de criança

Os Beatles faziam parte dos meus brinquedos de criança

É desnecessário fazer Review dos discos em sí, por que afinal, os caras da Rolling Stone tem feito isso a mais tempo do que eu estou vivo. Mas vale sim falar deles enquanto feito tecnológico e técnico. Os sons nunca foram tão claros, equilibrados. Eu ouvi eles com meu pai, ele disse que não lembrava de certas vozes compostas nas harmonias de Come Together. O baixo de Mcartney soa com uma ressonância diferente (Respeite o material, escute ele com fones decentes, ou no som da sala se você tiver um som bem calibrado para isso). As guitarras de Helter Skelter são mais agudas do que minhas mais enterradas lembranças de infancia sonhavam em ser. Ouvir a cítara de Norwegian Wood andando pelos seus fones é quase surreal. Escute você mesmo, agora imaginem se o buffer de áudio do Youtube não tivesse ferrado com tudo…

Tudo isso graças a tecnologia. Percebam que boa parte dessas músicas foram gravadas em mono. Eram fitas de vários formados (várias delas DATS rolo de estúdio com mais de 25 anos). Os Beatles tocavam todos juntos, então não existem trilhas de instrumentos separadas, algo trivial e básico da mixagem hoje em dia. Giles Martin, o filho do chefe de áudio dos estúdios da Abbey Road(por sinal, adoro aquele álbum), se reuniu com os herdeiros e sobrevivente dos Beatles e os melhores tecnicos de áudio para refazer esses áudios.  Para separar as trilhas de cada instrumento, cada voz e cada chiado, foi necessário o uso de um software usado pelos CSI para identificações de pistas escondidas em gravações, desenvolvida pela Cedar, uma empresa forense de Cambridge. Por sorte, Giles já tinha feito um trabalho similar quando foi o responsavel por Love, a coletânea de trilhas dos Beatles usada pelo Cirque du Soleil em um dos seus espetáculos. Com a ajuda dos tapes originais, centenas de cabeças de gravação (que eram trocadas CADA VEZ que uma música era capturada), um conversor Analógico -> Digital da Prism e um Pro Tools,  temos todos os discos do Fab Four com o tratamento acústico e digital que merecem, em formatos Lossless. Foi a partir desse esforço que a Harmonix conseguiu também desenvolver o Rock Band: Beatles, que foi lançado junto com essa antologia. Os Beatle finalmente entraram pro digital, com honras.

Eu pessoalmente acho que John, George e George Martin estão felizes. Wherever they are.

Fontes: Amazon.com, Wired.com, Beatlescore.com

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