As incríveis ossadas centenárias de santos repletas de joias.
O historiador Paul Koudounaris (apelidado de “Indiana Bones”) fotografou uma coleção macabra de esqueletos repletos de joias com mais de 400 anos de idade. As ossadas, espalhadas em igrejas por toda a Europa, são atribuídas aos primeiros mártires cristãos e tema do novo livro do pesquisador.
Em 1578, veio a fascinante descoberta de uma rede de túmulos labirínticas, à espreita nas profundezas da rua de Roma. Os túmulos estavam ocupados por os esqueletos podres de mártires cristãos – acredita-se ser santos por conta de sua coragem e apoio incondicional das crenças cristãs.
Essas mórbidas relíquias ficaram conhecidas como Santos das Catacumbas e tornaram-se santuários espirituais, símbolos dos tesouros da vida após a morte. Num estratégia usada pela Igreja Católica como resistência ao crescimento do protestantismo por toda a Europa.
Cada um destes “mártires” foi cuidadosamente decorado com milhares de libras de ouro, prata e pedras preciosas, alguns há relatos de terem demorado 5 anos. Embora considerados santos, nenhum deles passou formalmente pelos processos de canonização. E, no século XIX, viraram lembranças de um passado embaraçoso de opulência da Igreja Católica.
O livro de Paul Koudounaris, Heavenly Bodies: Cult Treasures and Spectacular Saints from the Catacombs foi lançado pela editora Thames and Hudson e ainda não há previsão para tradução para o português.
Fonte: So bad, So Good e UOL












