Review PSPGO

Esse, que passou por todo tipo de rumores e teorias finalmente chega aos nossos braços. O novo concorrente para o DSi da Nintendo definitivamente veio para ficar e conquistar mais ainda os gamers de todo o mundo.
Hardware
O PSPGO (PSP-N1004), ao contrário do DSi não apresenta grandes mudanças em Hardware mas sim diferenças leves para cumprir aquilo que é o maior propósito do console, a mobilidade. A Sony conseguiu compreender que levar discos pra lá e pra cá não é exatamente a melhor maneira de criar um console portátil, e por essa razão, a sua principal mudança foi retirar o leitor de UMD do console (UMD, RIP) e determinar que os jogos agora serão vendidos todos pelo sistema online do Playstation (3 e psp), o Playstation Network, que agora depois um mês de vida do GO, já conta com centenas de jogos disponíveis para venda. Detalharei esse serviço mais abaixo.
Outra grande mudança em favor da sua mobilidade foi a criação de novas posição dos controles, ao invés de ser uma superfície única com os controles ao lado da tela, o console agora conta com um sistema de Slide, que faz tanto sucesso nos celulares, é onde ficam todos os botões de jogo (Analógico, D-pad, Start, Select, Triangulo, Bola…). Na primeira semana com o PSPGO em mãos essa nova organização mostrou-se muito confortável, comecei por jogar Persona nos meus 30 minutos no trem de casa ao trabalho e faculdade, e o jogo sempre tem pausas com animações para explicar a história ou ilustrar batalhas (muito bem feitas, como se pode esperar das animações da Atlus) e nessas horas encolher o slide dos comandos cria posições perfeitas para segurar o console em mãos e desfrutar de todo o micro-cinema ali disponível. Como conhecido, o console tem ótima funcionalidade com vídeos e músicas, então temos um ponto positivo aqui.

Os botões de jogo também estão em uma distribuição mais confortável, estou preferindo jogar os jogos nele do que no PSP antigo, o analógico é um pouco mais suave e os botões estão pouco mais sensíveis.
Os botões para controle do sistema (ou seja: controle de volume, brilho da tela e musica) agora ficam em cima, ao invés de ficar na frente do console como nas versões anteriores, estão entre os botões L e R. Isso também foi bem pensado pois dessa maneira, segurando o console com uma mão, os botões ficam exatamente onde os dedos se apóiam, dando total controle do music-player com uma mão só, enquanto o hold (junto do power, como nas outras versões) se mantém na lateral, para fácil alcance caso queira travar as teclas pra não mudar de musica acidentalmente quando no bolso, por exemplo.
O Sistema Bluetooth ajuda bastante por ser compatível com muitos headsets. O cartão de memória agora é o M2, versão mais compacta do Memory Stick (utilizado nos outros PSPs), ruim para quem já tinha se acostumado a viver com o Memory Stick.
O cabo agora é diferente, não é mais o USB-micro que se encaixa no console, é um formato de plug próprio para o PSPGO, ou seja, GPSs/Cameras por enquanto não são compatíveis. Aparentemente a Sony irá lançar um adaptador para esses, mas sem datas certas ainda. Também não existe mais um input separado para o carregador de bateria, agora é tudo pelo mesmo cabo, o novo carregador tem uma entrada USB e saída para tomadas.

E por último, o Disco Interno de 16GBs para completar o pacote que não deixa a desejar. Tem espaço suficiente para os meus 13 jogos do momento, algumas musicas, vídeos de séries de TV e ainda tenho 9GBs de espaço sobrando.
Apesar do seu tamanho ser um pouco menor (incluindo o tamanho da tela), não notei nenhuma perda de informação ou qualidade nas imagens. O LCD tem uma ótima definição de imagem e brilho suficiente para qualquer ambiente.
Design
Esse é o fator mais visível do novo PSPGO. O novo Design está surpreendente, o material (ao contrário do novo PS3slim), as formas, as posições e até mesmo os botões estão extremamente atrativos. A princípio, por ter já um PSPslim, não pensei em comprar o novo PSPGO, mas sendo sincero, no dia 1º de outubro (data oficial de lançamento), quando eu vi o novo console em disposição na Fnac e me dei conta já estava na fila do caixa com meu cartão Fnac em mãos para compra-lo. E sempre que mostro pra qualquer pessoa, inclusive donos de PSPs (slim/fat), a reação é sempre a mesma, um “nossa!!!” seguido de “posso ver?” com as mãos já no console. Isso a Sony não falhou em nada. Até os LEDs de funcionamento (Power, Wireless e Bluetooth) tornam-se atrativos.

Usabilidade
O Xcross-media-bar utilizado nos PSPs antigos e no PS3 continua o mesmo no novo console, assim como a interação com o PS3. O PSN (Playstation Network) para o PSP mudou com a chegada do novo console, como é de se esperar tem muito mais titúlos para compra, mais demos, mais vídeos, mais temas e até uma nova Store de Filmes e Séries de TV (disponível apenas para alguns países como os EUA) como já existe no PS3. Mas existem vários sites e programas que convertem qualquer vídeo em formatos para PSP, falta de mídia compatível não é um problema. E como disse acima, o console tem um ótimo formato para assistir vídeos.
Outra grande novidade que apareceu graças ao novo console foi a criação dos MINIS, são mini-jogos ou mini-aplicativos que já estão sendo vendidos no PSN. Acaba por lembrar a Apple Store para o iPhone, são jogos e aplicativos menores que buscam algo mais casual e prático. Coisas que só os usuários com o console desbloqueada tinham a capacidade de experimentar (com os Homebrews). Outra boa nova dos MINIS é que, para desenvolve-los as empresas tem menos complicações para publicar, desenvolver e assim tem menores gastos e mais possibilidade, o que abre portas que nunca foram abertas antes para o console. Podemos esperar muita coisa boa (e ruim) vindo disso.

Infelizmente para organizar os jogos (e também as mídias) é obrigatório o uso do Programa “MediaGo” que vem junto do console em um CD (também pode ser baixado gratuitamente no site do psp). O programa não é compatível com Mac, então usuários da Maçã (como eu) ou utilizam um PS3 para fazerem a gestão dos conteúdos do PSP (como eu) ou a fazem diretamente no console (ou instalem windows no mac pelo bootcamp).
Conclusão
O Conceito “GO” do console realmente foi levado a sério pela equipe de produção da Sony. Cada detalhe do novo PSP tem um pensamento prévio sobre a mobilidade.
Detalhes como não ter câmera integrada (ou até mesmo GPS) deixa um pouco a desejar. As mudanças de cabos, cartões de memórias e carregador acaba por obrigar donos de PSPs antigas a comprar tudo outra vez. Assim como esperamos a tal compatibilidade de acessórios dos outros PSPs. Imagino que a Sony deva ter explicações sobre essas mudanças de cabo, provavelmente o aumento de velocidade de transmissão de dados, já que agora os jogos vão ser passados por eles muitas vezes.
Os problemas que rodam sobre o Brasil não ter PSN (por enquanto, acredito que muito em breve isso muda) para compra de jogos pode ser resolvido facilmente. Qualquer usuário pode se cadastrar no PSN dos EUA (quem tem assim no PS3, é só fazer login no PSP com a mesma conta), e lá já vai estar para venda todos os jogos e minis atualmente, só não estará a Video-Store (que é controlada por região de IP, salvo os VPNs). E para realizar as compras, cadastre-se com algum endereço americano (vai no google) e utilize algum cartão de crédito Virtual, como o Entropay, que é como os usuários do PS3 fazem.
Mas o conjunto que forma o PSPGO em si está valendo a pena. Apesar de estar custando mais caro agora que ocorreu seu lançamento, diria para as pessoas que querem investir em um PSP pensar seriamente no GO, é um avanço sobre as mídias que deve ser considerado. Conseguir ter sempre os jogos no dia do seu lançamento, em qualquer lugar, com um preço bem reduzido e em poucas horas é algo de grande peso.
Se alguém tiver a oportunidade de conhecer o console, eu recomendo. Me surpreendi com os novos avanços e acredito que muitos irão se surpreender também.
Eu adoro a Sony, mas eles são difíceis de entender em algumas áreas. O que eles fizeram com o PSP GO é uma dessas coisas. Trocar o cabo USB-mini para um capo com plug proprietário é ganância pura. 🙂 Soube que ele não faz sincronização com Mac e Linux, Guilherme, é verdade?
Se for, os caras ficam alienando uma fatia do mercado que tem dinheiro e não joga no computador com frequêcia… vai entender…
Eu nunca me decidi entre um PSP e um NDS ~_~ gosto muito dos jogos de ambos, mas tendo para o RPG, que aparentemente aparece mais no NDS. Mas o PSP, mesmo travado, oferece suporte multimídia muito melhor que um NDS, e é o que me faz ficar entre um e outro…
Não sei se li distraído, mas acessa-se o PSN por wi-fi, quando não conectado a um pc, correto?
Infelicidade de nós brasileiros que ainda não contamos com cobertura wimax como em outros lugares…
É verdade, o MediaGo não é compativel com Mac nem Linux, ou seja, sem sincronização pra ambos. Sacanagem isso. 😛
Sim, o PSPGO acessa o PSN por wi-fi e de lá da pra comprar (e baixar) qualquer coisa tbm.
WiMax é uma coisa ainda recente, falando em implementação em larga escala, a tecnologia já tem uns bons anos, só que teve vários problemas de gastos para expandir.
Mas a gente pode esperar melhores noticias disso (tanto ai no Brasil quanto aqui em Portugal), não só da WiMax mas como das redes 4G, alguns países terão 4G no ano que vem já. Uma conexão Gigabit por rede de celular não da pra reclamar. hehehe!
É mais que sacanagem, chega a ser burrice. Até por que, fazer app em unix é paia para quem trabalha com aquele sistema HERMÉTICO de programação proprietária que a Sony trabalha… 🙂
Como desenvolvedor que fazia um sistema para as três plataformas, eu digo que o problema realmente não deve ser a habilidade ou falta dela que não permite fazer a adaptação, mas sim tempo e dinheiro. Os devs devem estar fazendo umas mil coisas já para se preocuparem em um port para depois ter que fazer o trabalho dobrado ou triplicado quando forem implementar algo novo.