Arte e Design

Published on dezembro 17th, 2013 | by klozz

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Artista chileno cria 12 sapatos baseado em suas amantes.

Em “12 Shoes for 12 Lovers”, cada um dos sapatos  é projetado para uma mulher que Sebastian Errazuriz anteriormente teve um relacionamento, alguns duraram anos e outros apenas uma noite.

“A ideia era tentar rever essas relações sexuais e românticas passadas”, disse Errazuriz. “Para expor-se a um exame minucioso e julgamento, e convidar outras pessoas para verificar os seus próprios relacionamentos românticos com suas belezas, defeitos, falhas e sucesso.”

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Alice, a pedra

Alice sabia que ficaríamos juntos bem antes de eu saber. Ela também sabia que iríamos terminar enquanto eu preferia acreditar no contrário. Nenhum de nós dois sabia que iríamos ficar tão pouco tempo juntos. Eu amei muito ela. Sempre vou amar.

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Valentina, a fantasma
 
Ela era uma das garotas locais de uma pequena cidade litorânea. Ela era bonita de uma maneira selvagem e estranha, até, quase como uma criança perdida que viveu por um tempo na floresta. Podíamos nos ver todo dia na praia e não trocar uma palavra.
Um dia ela apareceu no meu quarto de hotel do nada e passou a noite comigo. Foi quase elétrico. É difícil acreditar, mas enquanto fazíamos sexo, o cabelo dela parecia estar maluco, como quando criamos estática numa bexiga e passamos ela perto do cabelo.
Aparentemente, Valentina adorava o jeito que o cabelo dela ficava depois do sexo, então ela continuou me visitando durante o verão. Eu nunca sabia de onde ela vinha e pra onde ela tinha que ir depois. Ela simplesmente entrava e saía flutuando livremente com uma aura estranha, parecia que ela estava com você e em outro lugar ao mesmo tempo.
Numa noite decidi que ia manter ela lá, comigo. No fim do verão eu fiz ela prometer que iria me visitar, mas ela nunca o fez. Voltei pra mesma praia no outro verão pra procurá-la, mas ela não estava. Muitos anos depois eu a vi. Ela parecia mais velha, porém, com a beleza de sempre. Ela virou pra mim segurando uma criança com o mesmo cabelo maluco. Amei ela um pouco.

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Barbara, a guerreira
 
O pai da Barbara abriu a porta vestindo seu uniforme militar. “Boa noite senhor, estou aqui pra pegar a Barbara”. Ele me olhou enquanto eu brincava nervoso com a chave do carro do meu pai. O cara tinha uma política de “nenhum garoto entra em casa”. Quando estávamos entrando no carro, ela disse baixinho “não estou de calcinha”.
As luzes de um carro de polícia iluminaram todo o lugar escuro onde estávamos transando. Disse pra ela colocar as roupas enquanto eu pisava no acelerador e abaixava a janela. Quase bati nos policiais tentando escapar, mas não foi difícil pra eu ser parado.
Fui tirado do carro pelado com uma metralhadora apontada pra mim. O policial olhou maliciosamente pra Barbara que tentou cobrir os peitos dela com as mãos e pediu pra ele não olhar. Ela conseguiu convencer os policiais a ligar pro pai dela, e ele usou o fato de que é general pra livrar a gente da prisão.
Com medo do que o pai dele faria comigo, decidi corajosamente me esconder dele por uns tempos.
Estou me escondendo até hoje…

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Rachel, a chefe
 
Era sempre estranho transar com a Rachel. Eu nunca sabia quando que eu tinha que dar ou tomar a liderança. Era como brincar com uma bomba que você não sabia como desarmar e nem quando ia explodir. Ela era uma feminista extrema, mas na cama fingia ser uma pequena garota, fazia strip tease e pedia pra apanhar. No dia seguinte eu poderia comprar flores pra ela e ouviria um discurso de uma hora de como é machista comprar flores pra mulheres. Você nunca sabia o que esperar.
Então, um dia, depois duma transa na casa dela, ela vestiu minha cueca. Eu podia escolher entre vestir a calcinha dela ou ir pra casa pegar outra cueca e ficar em segurança. A última vez que a vi, estava um pouco submissa, pediu pra eu bater nela, mas só um pouco. Porém cometido um erro: Bati nela com um pouquinho mais de força do que o certo naquele dia, segundo ela. Fui mordido tão forte que quase caí no chão.

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Jessica, a viajante
Jessica agarrou minha perna por de baixo da mesa do restaurante. Ela parecia ser gostosa. “Você sabe que meu pai tem um avião, e ele nunca usa ele”, ela disse quase sussurrando. O pai dela é um homem importante, eu tinha certeza que a família dela tinha vários aviões. “Eu já disse pra você que temos uma casa em Paris vazia que poderia ser perfeita pra ser seu estúdio?”. Jessica voltou do banheiro e eu já tinha pago a conta.
“Podemos dormir na sua casa hoje? Perdi as chaves do meu apartamento” “Mas você não é filha do dono do edifício????” fiquei em silêncio no táxi. Quanto mais ela tentava me convencer que seria muito bom viver com ela, mais eu me desinteressava. Quando chegamos no meu pequeno apartamento, recuperei minha dignidade. “Desculpa Jessica, não podemos transar” eu disse, me sentindo estúpido. “Você pode dormir na minha cama, mas nada vai acontecer”. Jessica ficou acordada boa parte da noite. Ignorei ela e fingi que estava dormindo. De manhã ela saiu e foi embora em um carro de luxo preto.

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Ana, a virgem
 
Quando paramos de transar, disse pra ela “Foi bom, né?”
Ela ligou o chuveiro e disse normalmente: “Ah, não sei, foi minha primeira vez”. Eu posso até jurar que ouvi ela rezando uma Ave Maria bem baixinho no chuveiro. Depois fiquei sabendo que ela queria se tornar uma freira. Tudo bem que não fui lá essas coisas nessa transa, mas virar uma freira depois dela? Um pouco drástico.

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Caroline, a puta gostosa
 
“É uma bela cor, senhor Errazuriz”. Caroline sorriu, enquanto acariciava a gravata do meu pai no casamento do meu primo. “Deixa a gravata dele em paz” eu pensei. “Você não sabe que brincar com a gravata de um homem é igual brincar com seu pinto?”
Caroline era uma gostosona em um vestido vermelho e minúsculo, dançando como se isso fosse pagar sua faculdade. Eu podia ver o olhar de desaprovação das mulheres, mas em relação aos homens que estavam encantados. Nós deixamos a mesa no meio do jantar pra ir transar no jardim. Quando voltamos, parecia que estava escrito na minha testa “Nós transamos”. Todos olhavam pra nós com ódio.
Nos sentindo desconfortáveis, bebemos até não nos importarmos mais. Eis que caímos no meio da pista de dança bêbados em meio a um show de dança da Caroline. Meu terno rasgou e o vestido dela perdeu uma alça, e todos vieram pra nos envergonhar.
Pelo o que eu saiba, ela me traiu, assim como traiu todos os homens com quem esteve.
As mulheres chamavam ela de “puta gostosa”. Mas na verdade, os homens eram as putas dela.

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Sophie, a rainha do gelo
 
Quando Sophie desceu a rua me senti uma criança. Ela era tão grande que na cama, pra eu pegar na bunda dela eu tinha que esticar meus braços. Na primeira vez que transamos ela ficou deitada sem se mexer. Ela praticamente não falava. Eu tentei mesmo ser o homem que as pessoas pensavam que eu não era na cama quando me viam ao lado dela, de tão fria que ela era. De vez em quando conseguia esquentar ela, mas nunca o suficiente.

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Laura, a arrasa corações
 
“Peitos siliconados ou naturais?” perguntou um dos meus amigos numa mesa de bar. “Com silicone!”, disse um. “Naturais são bem melhores, poxa”, disse outro. “Os dois”, eu disse.  Acharam que eu não tinha coragem de escolher. “Bom, eu namorei uma moça que tinha um peito siliconado e o outro natur…”
Os cérebros dos meus amigos explodiram, ou tudo indicou que isso aconteceu. Logo expliquei: “Quando ela era pequena, um dos peitos dela não desenvolveu, então tiveram que colocar silicone apenas em um pra igualar com o natural”. Eles continuaram olhando perplexos.
“Eu nem notei no início porque eu pegava sempre no seio esquerdo e com a outra mão segurava sua bunda…”
“O melhor dos dois mundos” sussurrou um amigo meu.
“E…?” todos disseram, com grande expectativa.
“Ela quebrou meu coração. Está casada e com filhos”
“E…?????”
“Tá, ok, gostei mais do siliconado”

 

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Alison, a caçadora de ouro
 
Parei meu carro velho do lado do carro dela, que estava estacionado em sua casa. Assim que parei, Alison saiu da casa. “Meu chefe estava rindo dizendo como é engraçado o fato de que artistas sempre têm carros velhos”
Alison trabalhava num canal de televisão. Ela sempre estava bonita e a câmera a amava. Aparentemente, o chefe dela também.
Ela agarrou minha bunda e disse “vem pra cama, meu pobre e faminto artista”.
Fui pra cama puto. Transamos pra valer e por bastante tempo. Eu nem estava curtindo, só queria provar pra mim mesmo na cama tudo o que eu não conseguia comprar.
“Amor, todas as minhas amigas vão pra uma viagem pro Brasil bancadas pelos seus namorados”
“Você sabe que não posso pagar isso agora, espera um pouco que eu prometo, te levarei”. Ela não quis esperar. Aparentemente, o chefe dela também não.

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Alexandra, a chorona
 
Alexandra apareceu na minha porta chorando. Estava chovendo. Ela, ensopada e tremendo. “Posso dormir com você hoje?”, depois ela resmungou algo sobre ter terminado com o “imbecil do namorado” dela, e foi tomar um banho quente enquanto eu fazia uma sopa.
Depois do banho ela parecia feliz de novo. Ela olhou pra cima  pensativa e depois pulou em mim, me beijando, depois me mordendo, até que transamos. Depois ela chorou de novo pelo namorado imbecil dela que acabou me beneficiando. Ela chorou e eu comecei a dizer que tudo ia ficar bem, me sentindo estranho de estar na cama com uma mulher chorando por outro cara. No escuro, Alexandra continuou chorando e mandando mensagens pro ex a noite toda. Até tentei transar de novo, mas agora ela só estava pensando no “imbecil do namorado” dela.

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Natasha, a doce.
Natasha tirou sua jaqueta e se apoiou com os joelhos na cama. “Sebastian, fiz BISCOITOS pra você”. Ela tirou sua camiseta. “Como está a sua perna?” “Ainda dói um pouco”, respondi, fingindo dor. “Será que eu posso fazer alguma coisa?” disse ela de um pé só enquanto tirava a calça.
Ela tinha um corpo muito louco. Transamos. Ela cozinhava. Ela limpava. Quando eu dormia ela deixava um BISCOITO preparado por ela na cama. Nunca encontrei uma mulher tão satisfeita em cuidar de um cara. Logo que eu me recuperei, terminei com ela. Eu não ia conseguir viver sendo tratado tão bem.

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Bônus.

Um vídeo que mostra mais ou menos como é produzido um sapato desses:

Making of Zaha Hadid’s NOVA shoes for United Nude from Dezeen on Vimeo.

 

Fonte: Ovelhas Voadoras e 12 Shoes for 12 Lovers

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